Há muito tempo que navegar na Web está mais para safári que para passeio no parque, e, ao que tudo indica, a coisa vai de mal a pior: da mesma forma que na política, as novidades surgem dia sim, outro também, mas nenhuma delas é alvissareira. No contexto das ameaças digitais há de tudo, dos indefectíveis vírus eletrônicos aos acessos remotos não autorizado via exploits; dos spywares e keyloggers aos mega-ataques ransomware  ― como os desfechados recentemente pelo WannaCrypt e pelo Petya Golden Eye ―, e isso só para ficar nos exemplos mais notórios.

Num primeiro momento, as pragas digitais limitavam-se a pregar sustos nos usuários de PCs ― produzindo sons esdrúxulos e/ou exibindo imagens pornográficas, por exemplo ―, mas logo passaram a danificar arquivos e, mais adiante, tornaram-se ferramentas valiosas para os cibercriminosos de plantão (para saber mais sobre a evolução do malware, leia a sequência iniciada por esta postagem).

Cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém, e as velhas regrinhas de segurança digital ― como manter o sistema e os programas atualizados, evitar abrir anexos suspeitos e clicar em links que chegam por email, fugir de sites duvidosos (como os de pornografia, páginas de hackers, etc.) e desconfiar sempre, de tudo e de todos ― continuam aplicáveis e devem ser rigorosamente observadas, até porque é sempre melhor prevenir do que remediar.

Considerando que a maioria das vigarices eletrônicas explora a boa-fé, o despreparo, o descaso [com as medidas de proteção] e a ganância dos internautas, ou seja, reproduz no universo virtual o que os estelionatários fazem desde sempre no mundo real, a próxima postagem trará algumas dicas valiosas para você não cair nessa esparrela. Até lá.