Já vimos que manter o desempenho do computador em níveis aceitáveis requer manutenções periódicas que, grosso modo, consistem em apagar arquivos inúteis, desinstalar programas desnecessários e desfragmentar os dados gravados no HD. Vimos também que o Windows conta com ferramentas nativas para essas tarefas básicas, embora os resultados costumem ser melhores com suítes de manutenção de terceiros, que oferecem uma gama mais ampla de recursos ― como um utilitário para limpeza e compactação do Registro, que a Microsoft fica devendo aos usuários do seu festejado sistema operacional, conforme eu mencionei de passagem anteriormente e sobre o qual voltarei a falar mais adiante.

Além de remover softwares desnecessários ou pouco utilizados (os assim chamados “inutilitários), é importante checar se os remanescentes inicializam junto com o sistema e, caso afirmativo, se esse comportamento se justifica. O antivírus e o firewall, por exemplo, precisam estar sempre ativos e operantes, mas o mesmo não se aplica a um editor de imagens que você raramente usa. Até porque qualquer programa em execução ocupa espaço na memória RAM e consome ciclos de processamento da CPU, e como esses recursos são limitados, não faz sentido desperdiça-los.

Desenvolvedores conscientes permitam gerenciar a inicialização de seus programas de forma simples e intuitiva (geralmente incluindo essa opção no menu Ferramentas ou Configurações). Outros preferem oferecer essa possibilidade de configuração somente durante a instalação do programa (se você bobear, um abraço), e outros, ainda, simplesmente se autoconfiguram para pegar carona com o Windows ― e são justamente esses os que menos precisam permanecer rodando em segundo plano.

Para inibir a inicialização automática de um programa que não permita fazê-lo através da própria interface, valha-se do Utilitário de Configuração do Sistema: abra o menu Executar (tecle o atalho Windows+R), digite msconfig na caixa de diálogo respectiva e pressione Enter (no Windows 10, digitar o comando em questão na caixa de pesquisas da Cortana e clicar na opção correspondente produz o mesmo resultado). Na janelinha do utilitário, clique na aba Inicialização de Programas, desmarque as entradas referentes aos aplicativos que você deseja remover da lista de inicialização automática e reinicie o computador. Só tome cuidado para não modificar o comportamento do antivírus, do firewall ou de outro programa que precise realmente ser carregado junto com o sistema (para saber como utilizar o MS Config, clique aqui para acessar o post inicial de uma sequência que eu publiquei no final de 2014 ― embora a matéria seja baseada no Seven, as informações valem também para as encarnações mais recentes do Windows).

Observação: No Windows 10, a inicialização automática dos aplicativos deve ser gerenciada através da aba Inicializar do Gerenciador de Tarefas (para convocá-lo, dê um clique direito num ponto vazio da Barra de Tarefas e, no menu que se abre em seguida, selecione a opção respectiva).

Até a próxima.