Vimos que os URLs encurtados foram idealizados com vistas ao Twitter, mas passaram a ser usados em sites, blogs e até na mídia impressa, pois facilitam a personalização, a memorização e a geração de mecanismos de QR CODE. Só que eles também potencializam os riscos de fraude, pois, depois de encolhidos, são exibidos como combinações aleatórias de caracteres sem qualquer relação com o endereço original. Portanto, jamais siga um URL encurtado sem antes verificar para onde ele aponta e se é ou não seguro. Você pode revertê-lo ao formato estendido com o Check Short URL ou o URL X-Ray ― apenas para ficar em dois exemplos ― e checar a segurança no site Check Sucuri (que analisa tanto links estendidos quanto encolhidos).

Outra opção interessante é o URLVoid, que não só indica qual o site responsável pelo URL, como também informa quando o domínio foi registrado, sua posição no ranking do Google e quantos avisos de reputação maliciosa foram registrados por sites de varredura. Também merece menção o VirusTotal, que checa arquivos e links suspeitos usando mais de 50 ferramentas diferentes e apresenta os resultados em poucos segundos (ou minutos, dependendo do tamanho do arquivo). Observação: Se você usa o Firefox, não deixe de instalar o add-on Long URL Please, que exibe os links em sua forma completa, já com o endereço final, facilitando, portanto, a identificação de eventuais maracutaias. Quanto ao phishing ― também abordado no post anterior ―, volto a lembrar que não existe ferramenta de segurança idiot proof (capaz de proteger o usuário de si mesmo). Quem der ouvidos ao canto da sereia se dar mal, e ponto final.

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