Usuários de smartphone têm uma relação de amor e ódio com o WhatsApp ― mais de amor do que de ódio, a julgar pelos poucos gatos-pingados que, como eu, tem ojeriza a esse aplicativo. Portanto, considerando o interesse da maioria, resolvi publicar algumas dicas que ajudarão o leitor a resguardar um fiapo de privacidade ao utilizar esse troço ― caso o distinto não saiba, os riscos vão de “simples infecções virais” até espionagem, chantagem virtual e falcatruas financeiras.

A primeira dica tem a ver com seu nome, foto e status, que dizem muito sobre você, mas que você pode manter longe dos curiosos acessando as “Opções de Privacidade” do WhatsApp e restringindo as permissões de acesso. Vale usar um nickname (apelido) em vez do seu nome, e substituir sua foto por uma imagem que lhe agrade, mas não permita identifica-lo de alguma maneira. Gosta do Homem Aranha? Do Mickey Mouse? Do Ursinho Puff? Então já sabe o que fazer.

Igualmente importante é jamais enviar dados confidencias através de SMS, programas mensageiros em geral, ou mesmo por email. Na maioria dos casos, os dados trafegam “abertos”, como num cartão postal, e não envelopados e lacrados, como nas cartas que, séculos atrás, a gente enviava pelo correio. E como se pode ver das “sutilezas” do cenário político, é melhor tratar pessoalmente de assuntos, digamos, mais delicados, pois as paredes têm ouvidos, e as linhas telefônicas e as torres de celular, também.

Tome muito cuidado com o que você armazena no seu smartphone. Câmeras fotográficas e filmadoras acopladas aos aparelhinhos estimulam filmagens e fotos de “nudes” e cenas tórridas com o ser amado ― ou com o(a) ficante da vez ―, e salvá-las na memória interna do dispositivo não é uma boa ideia (e pior ainda seria compartilhar o troço por mensagem, email, redes sociais ou seja lá o que for) . Tenha em mente que, mais hora, menos hora, seu telefone vai trocar de mãos (ele pode ser roubado, perdido, doado, revendido, enfim...), e como deletar os arquivos não basta para evitar sua recuperação por bisbilhoteiros, salve suas fotos, vídeos, contatos e que tais num cartão de memória (a maioria dos smartphones suporta o uso de SD Cards e afins, com a notória exceção do iPhone e de uns poucos modelos de outros fabricantes). Assim, na hora de substituir seu aparelho por outro novinho em folha, é só transferir o cartãozinho.

Para saber mais sobre a exclusão definitiva de arquivos e programinhas que auxiliam nessa tarefa, acesse esta postagem (e não deixe de ler também os comentários, que enriquecem as informações elencadas no texto do post).

Retomo este assunto numa próxima oportunidade, depois de encerrar a novela “Você conhece seu PC?”.